terça-feira, 31 de maio de 2011

Apareceu o «Nanducha»

Quem diria que uma simples foto de há 50 anos, tirada no quartel da CCaç 174 e posteriormente publicada neste blogue, com um menino que era amigo dos militares e gostava de estar connosco, iria dar-nos a satisfação de recebermos a inesperada notícia dizendo: – Este sou eu!
Pois é, o Fernando Tendeiro – este é o «menino» – é hoje um senhor empresário que reside em Almada, recebeu dos pais (a mãe ainda é viva) a referência à convivência que tinha com a gente da Companhia e, passado meio século, vê recriado, emocionalmente, o quadro de humanidade e de ternura que a preciosa imagem tão bem ostenta.
Reproduzimos o post com a foto do «Nanducha» e o seu comentário ao mesmo, que contém o número de telemóvel, para quem deseje contactá-lo.
Só a Internet permitiria uma coisa assim!

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Incêndio na Algodoeira





A CCaç 174 estava havia poucos meses em Moatize quando deflagrou um violento incêndio nos armazéns da Companhia Algodoeira.
Chamada a participar com a população civil no combate ao sinistro, a nossa tropa e os nossos equipamentos foram determinantes, limitando grandemente os prejuízos.
As imagens são bem esclarecedoras da extenção da ocorrência e da ajuda dos nossos meios, bem como da iniciativa e do desembaraço dos nossos militares.

domingo, 13 de junho de 2010

Convívio de 2010


Os antigos militares da Companhia de Caçadores n.º 174 (Moçambique 1961-1963) encontraram-se mais uma vez para a sua tradicional confraternização anual. O evento teve lugar em 12 de Junho de 2010, no Fundão, e a sua organização esteve a cargo do ex- furriel miliciano José Marques Gonçalo.
Depois de ouvirem missa por sufrágio dos já falecidos e por intenção de todos, os antigos «Caçadores da Beira Baixa», alguns com os filhos e os netos, dirigiram-se ao restaurante «Fonte Nova», da zona industrial da cidade, onde decorreu o almoço, aliás excelente, fazendo jus à competente e dedicada organização do «nosso furriel», bem como aos primorosos serviços da restauração, de que destacamos as belas «entradas», servidas sob um aprazível toldo, no exterior, e a cerimónia final da partilha e comunhão de um enorme bolo de aniversário (já em vésperas do meio-século).
Revestem-se sempre de grande alegria e emoção estes encontros, invulgarmente concorridos ao fim de tanto tempo, evidenciando antigos e sólidos laços de camaradagem, ao que, naturalmente, não é alheio o facto de grande parte do pessoal ter sido mobilizado na região, pelo antigo Batalhão de Caçadores n.º 6, aquartelado em Castelo Branco.
O nosso companheiro Máximo encarregar-se-á do convívio de 2011.
Nota: Temos fotografias do almoço, que enviaremos para o mail que nos seja indicado. Pedir para a.calamote@gmail.com

domingo, 18 de janeiro de 2009

Mais fotos do Valdemar



Mais duas belas fotografias enviadas pelo José Martins, filho do nosso companheiro Valdemar Martins. Estas dizem respeito ao «feliz regresso» de seu pai. Foram elas tiradas pelos familiares que o aguardavam no cais: a primeira com o «Príncipe Perfeito» atracado e a CCaç 174 a desembarcar; a outra já em terra firme e depois de ter abraçado a família. Foi um dia de grande felicidade, que parecia nunca mais chegar, aquele 21 de Novembro de 1963.

domingo, 7 de dezembro de 2008

8 de Dezembro – O madeiro da 174


Quem não se lembra, quando estávamos em Moatize, de ter ido buscar o madeiro, naquele dia 8 de Dezembro de 1962?
Foi uma agradável jornada, aquela, que fez recordar a conhecida tradição da Beira, já que é essa a naturalidade da maioria do pessoal da CCaç 174.
E foi um dia especial de nostalgia e de saudade, pois era também (e ainda) o DIA DA MÃE (dizemos «ainda» porque a fúria consumista dos novos tempos haveria de transferir este dia para o 1.º domingo de Maio, época bem mais favorável para o negócio das prendinhas).
O madeiro agitou e animou as «tropas», que participaram em força. Não faltou o garrafão, nem a concertina, nem as cantigas à desgarrada.
Aconteceu até algo raro, só justificável para dar relevo e autenticidade à tradição: uma forte bátega de água surpreendeu-nos no regresso, e os troncos foram descarregados debaixo de água, no quartel.

A imagem representa as páginas 34 e 35 do Jornal do Exército n.º432, de Dezembro de 1995.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

As fotos do Valdemar











Este conjunto de fotografias, de 1962-1963, foi-nos cedido pelo José Martins, filho do nosso antigo camarada da CÇaç 174, Valdemar Ropio Martins, que foi condutor-auto (n.º 251/59?) do 4.º Pelotão – o Pelotão de Acompanhamento –, cujo comandante era o Alferes Madeira, infelizmente já falecido.
Nestes quase cinquenta anos que já lá vão, o Valdemar, que é natural de Santa Susana-Alcácer do Sal, fez a sua vida emigrado na Alemanha, onde trabalhou numa fábrica de rolamentos.
Sendo reformado como chefe de equipa, este nosso camarada vive agora em Setúbal.
Além do José, que descobriu o nosso blogue, o Valdemar tem ainda uma filha, a Anabela.
As fotos vão numeradas para facilitar a sua referência. Comentários no blogue ou para o e-mail a.calamote@gmail.com

terça-feira, 11 de novembro de 2008

O Nanducha


Filho do casal Tendeiro, dos caminhos-de-ferro de Moatize, este menino é o Nanducha, que adorava ir ao quartel, onde tinha imensos amigos, que – não bastasse a sua simpatia natural! – projectavam nele as lembranças e as saudades de filhos, irmãos e familiares que tinham deixado na «Metrópole».
Tinha ainda o Nanducha a atracção da pequenina swala, que os rapazes de 174 tinham recolhido abandonada e criavam com o maior desvelo no interior do aquartelamento.
A foto é de 1963. O casal Tendeiro era de grande simpatia para os militares da Companhia, sendo raro o dia que não tinha alguns deles à sua mesa, particularmente em dias festivos.
Passado pouco tempo de termos regressado, tivemos notícia de um trágico acidente ferroviário na linha de Moatize, de que resultaram vários mortos e feridos, referindo-se, mesmo, a hospitalização, em estado grave, «de um casal de apelido Tendeiro, com um filhinho de 6 anos». Não soubemos, até agora, outros pormenores, mas desejamos sinceramente que estas três esplêndidas criaturas, se tenham salvo com vida daquela sombria catástrofe. Deus o queira!