sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Recordar Moatize



A estação de caminho-de-ferro de Moatize, e uma fugaz vista sobre a povoação é o que aqui vos deixo, para recordarem um pouco aquela que foi a nossa terra durante quase dois longos anos, na fase mais pujante da nossa juventude... há quase meio século!
(As imagens, «emprestadas» pela Internet, pertencem a Amanda Rachel Gardner e são de 2007).

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Moatize, distrito da província de Tete


Depois de ter sofrido grandes atrasos desenvolvimentais durante a guerra-civil que se seguiu à independência, Moatize foi elevada, em 1998, à categoria de município, e é agora a sede do distrito do mesmo nome, na província de Tete.
Tem limites com os distritos de Tsangano de Chiuta , de Changara, de Tete, de Guro e Tambara da província de Manica, com o distrito de Mutarara e com o Malawi.
De acordo com o censo de 1997, o distrito possuía 109 103 habitantes e uma área de 8 879 km², o que dá uma densidade populacional de 12,3 h/km². Administrativamente está dividido em três postos: Kambulatsitsi, Moatize e Zóbué. O Posto Administrativo de Moatize compreende as localidades de Benga, Mbpanzo, Moatize e Msungo.
Como sabemos, Moatize possui gigantescos jazigos de combustível fóssil – carvão mineral – estimados em 2,4 biliões de toneladas, o que a torna num dos maiores depósitos do hemisfério sul. A exploração em grande escala já se encontra concessionada a companhias estrangeiras, pelo que a Moatize que nós conhecemos há quase meio século, possui, agora, todas as condições para vir a ser uma grande e próspera cidade de Moçambique e de África.
Tudo de bom para Moatize, são os votos da CCaç 174!

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Convívio de 2008 da CCaç 174


(Clicar para ampliar)
Saldou-se por um grande sucesso de participação e de qualidade o convívio deste ano da Companhia de Caçadores n.º 174, em Castelo Branco, no passado sábado, dia 7 de Junho.
Registou-se a presença de mais de cem pessoas, tendo em conta o já habitual costume de agregar, à confraternização, as respectivas famílias, aliás tanto ou mais estusiastas do que os próprios ex-companheiros de armas.
Após a missa, por intenção dos companheiros já desaparecidos, seguiu-se o almoço. Este teve lugar no Restaurante Kalifa, que primou por apresentar um óptimo serviço e uma esplêndida e abundante refeição, onde a tónica, quer dos alimentos, quer das bebidas ou das sobremesas, foi a rica gastronomia da Beira Baixa.
Um especial agradecimento à organização, na pessoa do João Bispo Rosa Pereira, por nos ter proporcionado uma tarde excelente.
No próximo ano o convívio será no Entroncamento. Lá estaremos, se Deus quiser.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Vem aí a confraternização de 2008


Em 7 de Junho de 2008, como vem sendo hábito todos os anos, os antigos companheiros da Companhia de Caçadores 174 realizam mais uma confraternização, desta vez em Castelo Branco, a cidade que os viu partir, há 47 anos, de dentro do quartel do Batalhão de Caçadores n.º 6, rumo à desconhecida e misteriosa «província ultramarina» de Moçambique.
O evento, que está a cargo do companheiro João Bispo Rosa Pereira, terá lugar no restaurante Kalifa, no centro da cidade. A concentração começa, frente à Câmara, às 11h30, e o almoço está marcado para as 13h30, sendo precedido de missa por intenção dos companheiros falecidos.
Irá ser, como é sempre, um pretexto de gratas recordações e um momento, mais, de consolidação da grande camaradagem e amizade que nos une.
Na foto: aspecto da confraternização de 2004.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Secção-Maravilha?


Eis, meus amigos, a Secção de Lança-Granadas Foguete, do Pelotão de Acompanhamento, da Companhia de Caçadores 174.
Não era, não senhor: não era a secção-maravilha.
Mas era, com toda a certeza, uma maravilha de secção!
Eles aqui estão, garbosos, já em terras moçambicanas, em Agosto de 1961, pouco tempo após o início da comissão.
Durante vinte e seis meses, estes nove homens saberiam ser uma equipa coesa e abnegada, cimentando uma grande amizade recíproca, que perdura ainda hoje.
Para vós, esta singela homenagem.
A. Calamote.

domingo, 18 de maio de 2008

Quartel em Moatize...

Ao fim de 14 meses de comissão tivemos o nosso quartel, novinho em folha, com dois portentosos embondeiros nas estremas. Foto de Setembro de 1963.

Chegada a Moatize

Esta foto é de Abril de 1962 e tínhamos chegado recentemente a Moatize, próximo de Tete. Não havia quartel e fomos acantonados nas instalações da Companhia Carbonífera (CCM).
Apesar de se ver um grande edifício, a palhota de primeiro plano é o nosso refeitório; também se vê o depósito da água (que é fervida e depois filtrada), o parque-auto (ao relento) e o assador de churrascos. O resto das instalações fica encoberto com o refeitório.

O elemento dominante é o pó de carvão, que nos suja os lençois da cama e o corpo, que depois lavamos com água barrenta do rio, a mesma que é usada nas máquinas.

Vamos ter que fazer um quartel...